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Sou professora da SEDF e escritora também...comecei a escrever por acaso, e como trabalho em um ambiente mágico e ladeada por crianças, despertou em mim, uma vontade imensa em escrever e contar poesias e histórias para elas.Desenvolvo um projeto de leitura na biblioteca para incentivar a leitura, inclusive de poesias. A Poesia de Liquidificador consiste em um método descoberto e inventado por mim para ensinar e estimular os alunos a criarem suas próprias poesias. Lendo a receita da poesia de liquidificador, a imaginação é estimulada!Surge cada poesia, como se fosse uma receita de bolo da vovó! Uma delícia de se ler! Bom apetite! Ou seja, boa leitura! Obrigada por ler e incentivar a leitura! Um beijinho com cheirinho de chiclete! Flávia de Moraes.

sábado, 12 de julho de 2014

"Você já subiu nos Buritis mais altos para colher cachos de justiça?? "- Leia a história "BRASÍLIA DE TÁBUAS" e divirta-se com os pontos turísticos dessa linda cidade! Ilustrações de Roberta de Camargo


BRASÍLIA DE TÁBUAS

Brasília de Tábuas nasceu depois de ter sido gerada por um lindo sonho.

Pesava alguns edifícios e várias gramas verdinhas.

Nasceu com asinhas cor de luz.

Recebeu visitas ilustres.

Brasília de Tábuas foi crescendo cheia de vida e esperança.


Mas como qualquer criança, ela tinha seus amiguinhos.

Eram eles: o Congressinho Nacional, e lá em sua casa, as brincadeiras favoritas eram esconde- esconde de um lado e de escorregar as idéias gigantes do outro. A Catedralzinha, era a amiga que estava sempre pronta para brincar de roda com seu vestido branquinho. Ela tem um coração em forma de sino e com a Rampinha, costumava brincar com os dragões brancos de correr. E assim passavam pelos labirintos que desenhavam o caminho em forma de tesourinhas verdes e floridas.

A praça que brincavam era cheia de sonhos e nos palácios todos eram reis e rainhas.


Nos parques, imaginavam navegar em mares verdes com barcos de jornal.

Chegavam ao topo dos castelinhos cor de areia e gangorreavam pelo céu azul degradê...

Nadavam em lagos cor de água mineral e corriam atrás dos passarinhos multicores, até pousarem nas árvores com frutinhas diferentes da casa cerrado.

Atiraram uma pedra fundamental pelo ar e libertaram um pássaro músico bronzeado na liberdade dourada.

Brincavam ziguezagueando entre as caixinhas de fósforo enfileiradas e davam cambalhotas pelos palanques.

Contemplaram uma cascata artificial e entre as calhas de concreto pingavam gotas da chuva de prata.




Voavam nas costas das asas do avião de papel de norte a sul.

Viajavam pelo espaço sideral, sentados em uma poltrona e com os cintos bem apertados.

Ficavam horas brincando nos planetas, dando beijinhos na Lua, pulando corda de estrelinha e colhendo pensamentos galácticos.

Até descobriram que um meteoro tinha caído num palácio de águas das línguas esquisitas.




Pescavam concha acústica.

Uma sereia que saltou de um conto para nadar num Lago e um peixe vivo que viva fora d’ água fria, foram seus amigos por um dia.

Com os guerreiros, a batalha foi de balão de água estourado em meio a barrigadas. Nos salões coloridos os banquetes eram de suspiros e entre as cúpulas, anexos, gabinetes visitaram obras de arte.




Desenharam em azulejos com lápis de cor, andaram pelos pátios de mármore, pularam entre os arcos, triângulos, retângulos e cubos retorcidos.

Encontraram pelo caminho, um jardineiro de ferro que plantava flores metálicas e colhiam buquês em forma de vitrais para enfeitar a cidade nova.

Todos iam ouvir estórias num palácio de madeira e jogavam bolinha de gude à sombra das jabuticabeiras no quintal.




Pulavam amarelinha na calçada do templo em forma de chapéu de freira.

Subiam nos buritis mais altos para colher cachos de justiça.

Soltavam pipas nos jardins de cimento.




Plantaram a beira de avenidas e rodovias um monstro azul. Pirâmides e curvas sinuosas indicavam um mar de gente banhado por uma luz natural.

Viram cravar uma Torre grande num espaço gramado. Imponente, com seu pescoço de girafa, ela observa as brincadeiras de Brasília de Tábuas e seus amiguinhos.

Brincavam e nem viam o tempo passar...

Um dia, Brasília de Tábuas viu seu reflexo em espelhos azulados, e percebeu que estava diferente...suas asas cor de luz, agora eram de borboleta!




Descobriu então que já era uma mocinha.

Abrigava poder em suas frágeis mãos. A responsabilidade de uma nação batia em seu coração de madeira, mas seus olhos eram de criança.

Sempre ia chamar seus amiguinhos para brincar. Mas eles pareciam brincar de estátua para sempre!

O Congressinho Nacional, agora é o senhor Congresso Nacional e ficou sério. Mas ele tem um segredo: chorava escondido todos os dias com vontade de brincar com Brasília de Tábuas. E seu lago nunca secará pois espelha o brilho daquela infância perdida.


A senhora Catedral se veste de noiva todas as noites. Seu coração de sino toca e ecoa toda vez que quer sair para brincar e dançar e suas mãos erguidas mostram pelos céus tantas estrelas de saudade. Agora ela passa o tempo todo olhando a nave espacial branca cultural que aterrissou e o quadrado mágico cheio de janelas literárias poéticas ao seu lado.

A Rampinha e os seus dragões brancos não podem mais brincar de correr pela cidade.

Agora, estende seus braços para as pessoas entrarem no castelo.

Brasília de Tábuas cheia de luz, veste roupa de gala sem graça.





Lê leis inventadas pelos homens de roupa bonita.

E os homens inteligentes a vestiram para uma valsa sem pausa...

Suas pontes ligam as pessoas aos seus sonhos.



Senta na praça para sonhar e fica olhando a brincadeira de pique-pega do vento com a bandeira gigante cor de mata, ouro e mar azul...

Brasília de Tábuas virou Brasília por opção e linda por vocação...

Descobriu que tem mais vinte e seis irmãozinhos e está indo visitá-los.

Sabe que um dia vai ficar velhinha soprando suas histórias.

Ah, e está tudo registrado por uma lata que tira fotos!

Agora ela que dormir um soninho ...vai balançando suas asinhas de ferro e luz. Feliz para sempre!



AUTORA: Flávia de Moraes
Ilustrações de Roberta de Camargo 

Conheça Roberta de Camargo: Professora e artista plástica- Brasília- DF

Extremamente criativa e colorida...





sábado, 5 de julho de 2014

"Você já subiu nos Buritis mais altos para colher cachos de justiça?? "- Leia a história "BRASÍLIA DE TÁBUAS" e divirta-se com os pontos turísticos dessa linda cidade!

"Você já subiu nos Buritis mais altos para colher cachos de justiça?? " Se já, você vai entender essa História sobre Brasília!! Escrevi essa história em 2006....já contei para vários alunos...esse foi um jeito que encontrei para homenagear nossa linda cidade BRASÍLIA!!! Veja quantos pontos turísticos de nossa linda Brasília vocês conseguem descobrir nesta história??
Sou professora SEDF e tenho várias histórias infantis escritas, além de poesias também!!
Um grande bj e parabéns por vocês incentivarem a leitura!!!

Visitem meu blog: www.chiclete-poesiasgrudentas.blogspot.com/




BRASÍLIA DE TÁBUAS



Brasília de Tábuas nasceu depois de ter sido gerada por um lindo sonho.

Pesava alguns edifícios e várias gramas verdinhas.

Nasceu com asinhas cor de luz.

Recebeu visitas ilustres.

Brasília de Tábuas foi crescendo cheia de vida e esperança.

Mas como qualquer criança, ela tinha seus amiguinhos.

Eram eles: o Congressinho Nacional, e lá em sua casa, as brincadeiras favoritas eram esconde- esconde de um lado e de escorregar as idéias gigantes do outro. A Catedralzinha, era a amiga que estava sempre pronta para brincar de roda com seu vestido branquinho. Ela tem um coração em forma de sino e com a Rampinha, costumava brincar com os dragões brancos de correr. E assim passavam pelos labirintos que desenhavam o caminho em forma de tesourinhas verdes e floridas.

A praça que brincavam era cheia de sonhos e nos palácios todos eram reis e rainhas.

Nos parques, imaginavam navegar em mares verdes com barcos de jornal.

Chegavam ao topo dos castelinhos cor de areia e gangorreavam pelo céu azul degradê...

Nadavam em lagos cor de água mineral e corriam atrás dos passarinhos multicores, até pousarem nas árvores com frutinhas diferentes da casa cerrado.

Atiraram uma pedra fundamental pelo ar e libertaram um pássaro músico bronzeado na liberdade dourada.

Brincavam ziguezagueando entre as caixinhas de fósforo enfileiradas e davam cambalhotas pelos palanques.

Contemplaram uma cascata artificial e entre as calhas de concreto pingavam gotas da chuva de prata.

Voavam nas costas das asas do avião de papel de norte a sul.

Viajavam pelo espaço sideral, sentados em uma poltrona e com os cintos bem apertados.

Ficavam horas brincando nos planetas, dando beijinhos na Lua, pulando corda de estrelinha e colhendo pensamentos galácticos.

Até descobriram que um meteoro tinha caído num palácio de águas das línguas esquisitas.

Pescavam concha acústica.

Uma sereia que saltou de um conto para nadar num Lago e um peixe vivo que viva fora d’ água fria, foram seus amigos por um dia.

Com os guerreiros, a batalha foi de balão de água estourado em meio a barrigadas. Nos salões coloridos os banquetes eram de suspiros e entre as cúpulas, anexos, gabinetes visitaram obras de arte.

Desenharam em azulejos com lápis de cor, andaram pelos pátios de mármore, pularam entre os arcos, triângulos, retângulos e cubos retorcidos.

Encontraram pelo caminho, um jardineiro de ferro que plantava flores metálicas e colhiam buquês em forma de vitrais para enfeitar a cidade nova.

Todos iam ouvir estórias num palácio de madeira e jogavam bolinha de gude à sombra das jabuticabeiras no quintal.

Pulavam amarelinha na calçada do templo em forma de chapéu de freira.

Subiam nos buritis mais altos para colher cachos de justiça.

Soltavam pipas nos jardins de cimento.

Plantaram a beira de avenidas e rodovias um monstro azul. Pirâmides e curvas sinuosas indicavam um mar de gente banhado por uma luz natural.

Viram cravar uma Torre grande num espaço gramado. Imponente, com seu pescoço de girafa, ela observa as brincadeiras de Brasília de Tábuas e seus amiguinhos.

Brincavam e nem viam o tempo passar...

Um dia, Brasília de Tábuas viu seu reflexo em espelhos azulados, e percebeu que estava diferente...suas asas cor de luz, agora eram de borboleta!

Descobriu então que já era uma mocinha.

Abrigava poder em suas frágeis mãos. A responsabilidade de uma nação batia em seu coração de madeira, mas seus olhos eram de criança.

Sempre ia chamar seus amiguinhos para brincar. Mas eles pareciam brincar de estátua para sempre!

O Congressinho Nacional, agora é o senhor Congresso Nacional e ficou sério. Mas ele tem um segredo: chorava escondido todos os dias com vontade de brincar com Brasília de Tábuas. E seu lago nunca secará pois espelha o brilho daquela infância perdida.

A senhora Catedral se veste de noiva todas as noites. Seu coração de sino toca e ecoa toda vez que quer sair para brincar e dançar e suas mãos erguidas mostram pelos céus tantas estrelas de saudade. Agora ela passa o tempo todo olhando a nave espacial branca cultural que aterrissou e o quadrado mágico cheio de janelas literárias poéticas ao seu lado.

A Rampinha e os seus dragões brancos não podem mais brincar de correr pela cidade.

Agora, estende seus braços para as pessoas entrarem no castelo.

Brasília deTábuas cheia de luz, veste roupa de gala sem graça.

Lê leis inventadas pelos homens de roupa bonita.

E os homens inteligentes a vestiram para uma valsa sem pausa...

Suas pontes ligam as pessoas aos seus sonhos.

Senta na praça para sonhar e fica olhando a brincadeira de pique-pega do vento com a bandeira gigante cor de mata, ouro e mar azul...

Brasília de Tábuas virou Brasília por opção e linda por vocação...

Descobriu que tem mais vinte e seis irmãozinhos e está indo visitá-los.

Sabe que um dia vai ficar velhinha soprando suas histórias.

Ah, e está tudo registrado por uma lata que tira fotos!

Agora ela que dormir um soninho ...vai balançando suas asinhas de ferro e luz. Feliz para sempre!



AUTORA: Flávia de Moraes


Bem Tombado do DF

ÁRVORE DO BURITI - 
 Palmeira do Buriti foi escolhida durante a construção de Brasília, como árvore símbolo da cidade.


 Proprietária: Companhia Urbanizadora da Nova Capital – NOVACAP – Departamento de Parques e Jardins. 
Localização: Praça dos Poderes Públicos do DF – Praça do Buriti – Brasília, RA I. 
Processo de Tombamento: 
Inscrição no Livro de Tombo: 
GDF: Livro IV – Monumentos, Sítios, Paisagens Naturais e Arqueológicas – DePHA – GDF, folha 001, inscrição 
nº 001, em 18/11/91. Decreto de Tombamento nº 8.623, de 30/5/85, publicado no DODF de 30/5/85. 
Descrição e Tipologia: palmeira gigantesca de espique ereto, cilíndrico, inerme e glabro, até 50m de altura e 
50cm de diâmetro, folhas de 20-30, de 5m de comprimento até 3m de largura, dispostas de 2 a 4m de 
comprimento, fruto drupa elipsóide, amarela, de 3 a 5cm, escamoso-imbricada, sendo as escamas unidas e 
contendo polpa vermelho-amarelada, semente ovóide de consistência óssea e amêndoa comestível. É nativa nos 
estados do Pará, Ceará, Bahia, Minas Gerais, São Paulo, Mato Grosso e Goiás, continuando até a Bolívia e Peru. 
 Histórico 
 A Palmeira do Buriti foi escolhida durante a construção de Brasília, como árvore símbolo da cidade. Em 1959, 
Israel Pinheiro, Presidente da NOVACAP, determinou que fosse transplantado um exemplar de Buriti para o local 
onde, posteriormente, seria construído o Palácio do Governo do Distrito Federal, baseado na inspiração do 
poema Um Buriti Perdido, do livro Pelo Sertão, de Afonso Arinos de Melo Franco. O buriti foi então plantado em 
fins de 1959, por Waldemar Miranda. Mais tarde, a árvore morreu e, próximo ao tronco seco, Stênio de Araújo 
Bastos, então Diretor do Departamento de Parques e Jardins da NOVACAP, encontrou a placa de mármore 
gravada com trecho transcrito do poema. Surgiu a idéia de replantar outro buriti naquele mesmo lugar. No 
período do Governo Wadjô Gomide, quando as obras do Palácio do Itamaraty estavam em sua fase final, o 
paisagista Roberto Burle Marx foi contratado para idealizar seu projeto paisagístico, que previa o uso de plantas 
brasileiras na ornamentação do palácio. 

A proposta de Burle Marx de plantar meia dúzia de mudas de buriti à esquerda do Palácio do Itamaraty chamou a 
atenção do senhor Stênio, que lançou a idéia de transplantar buritis já adultos para o palácio, quando 
vislumbrou, também, a oportunidade de replantar o buriti transplantado por Israel Pinheiro. O responsável pela 
execução do projeto foi o engenheiro agrônomo Rui de Figueiredo Malta. Os exemplares do Itamaraty foram 
transplantados de uma vereda na estrada Brasília/Anápolis. O buriti da praça foi plantado em 31/10/69 e a placa 
foi restaurada. Como a Praça do Buriti não estava construída, pouca gente tomou conhecimento do evento. Os 
que chamavam atenção eram os do Itamaraty. A Praça do Buriti foi construída em 1970, em treze dias, para 
inauguração no Dia do Soldado. 
 Em maio de 1985, foi efetuado o tombamento da Árvore do Buriti, por Decreto do então Governador José 
Aparecido de Oliveira. Em maio de 1992, a árvore sofreu agressão por golpes de machado, correndo o risco de 
morrer novamente. Foi recuperada depois de receber tratamento dos técnicos do Departamento de Parques e 
Jardins da NOVACAP. 


FONTE: http://www.brasiliapatrimoniodahumanidade.df.gov.br/acervo/pdf/Patrimonio_tombado_e_registrado_DF.pdf

segunda-feira, 19 de maio de 2014

Histórias Infantis - tema: Futebol






Um Gol de Placa- PEDRO BANDEIRA

Um Gol de Placa

Dessa vez a dica é mais para quem tem filhotes apaixonados por futebol.
Comprei pro meu filho, que está sempre com a bola nos pés, um livro de Pedro Bandeira chamado
Um Gol de Placa.
É a história de uma turminha de garotos fanáticos por futebol. Esse molecada tinha um time chamado O Time da Rua e viviam desafiando a turma de outros bairros para uma partida. Quase sempre ganhavam.
Nenhum dos meninos daquela rua era rico, mas possuiam uma enorme fortuna: um campinho de futebol.
De uma hora para outra eles se vêem diante de uma situação desesperadora: o terreno baldio com o campinho que eles jogam bola, dará lugar a construção de um prédio.
Justo aquele campo, palco de várias batalhas entre a garotada que morava ali perto.
Os meninos se unem para arrumar um novo lugar e com muito esforço e trabalho, conseguem colocar em ordem um outro terreno baldio coberto de mato que também existia lá perto, transformando-o num campo novinho.
O final da história é bem bacana e acontece daí pra frente, numa partida suada entre a Turma da Rua, cansada de tanto trabalhar, contra a Turma da Linha do Trem.
Essa é uma história de amizade, união e trabalho, onde Bandeira mostra com muita sensibilidade o que acontece quando alguém não se contenta em acreditar que uma determinada situação é impossível e, une todos os seus esforços, junto com outros que também acreditam que é possível encontrar uma solução, mesmo para aqueles problemas que pareciam perdidos.
É bem legal o jeito que ele mostra esse processo entre trabalho, união e força de vontade.
O Gabo adorou e como está nessa fase de turma, dos amiguinhos da escola, acaba se projetando nessa situação e se vendo capaz numa situação igual a vivida no livro pelos meninos do Time da Rua.
Achei muito bacana e lembram aqueles tempos de histórias contadas por nossos avós.

POESIA- JOGO DE BOLA- CECÍLIA MEIRELES


JOGO DE BOLA




A bela bola
rola:
a bela bola do Raul.

Bola amarela,
a da Arabela.

A do Raul,
azul.

Rola a amarela
e pula a azul.

A bola é mole,
é mole e rola.

A bola é bela,
é bela e pula.

É bela, rola e pula,
é mole, amarela, azul.

A de Raul é de Arabela,
e a de Arabela é de Raul.




Cecília Meireles

Desenhando FULECO o mascote da copa 2014


TATU BOLA MUSICA OFICIAL COPA 2014- DANÇA


MÚSICA " É UMA PARTIDA DE FUTEBOL" - SKANK






Professora Sônia Amaral: VÍDEO ANIMADO "O DONO DA BOLA"

Professora Sônia Amaral: VÍDEO ANIMADO "O DONO DA BOLA"

domingo, 18 de maio de 2014

TRABALHANDO O TEXTO O DONO DA BOLA DE RUTH ROCHA

TRABALHANDO O TEXTO O DONO DA BOLA DE RUTH ROCHA

DEPOIS DE TANTA VIOLÊNCIA COMTEMPLADA POR NOSSOS ALUNOS DURANTE TODOS OS JOGOS DO MUNDIAL DA "COPA DO MUNDO"  E INFELIZMENTE UM DOS JOGADORES DA NOSSA SELEÇÃO APÓS TER O COLEGA JOGADOR AO CHÃO, PISOU NELE "CHUTOU" E TOMOU-LHE A BOLA, VENDO AQUELA LASTIMÁVELCENA ME VEIO ALEMBRANÇA DESTE TEXTO, QUE COM CERTEZA FARÁ A DIFERENCA EM NOSSA SALA DE AULA... 

TRABALHANDO O TEXTO:
 SE FOREM CRIANÇAS MENORES VOCÊ PODE TRABALHAR A ORALIDADE. 



INTERPRETAÇÃO DE TEXTO
TEXTO DE REFERÊNCIA: “O DONO DA BOLA”, DE RUTH ROCHA

1.      QUAL O TÍTULO DO LIVRO?

2.      QUEM É A AUTORA DO LIVRO?


3.      O LIVRO TEM UM PERSONAGEM PRINCIPAL. QUAL ERA O SEU NOME?

4.      ESSE PERSONAGEM PRIMEIRO ERA CHAMADO PELO PRÓPRIO NOME. DEPOIS PASSOU A SER CONHECIDO POR UM APELIDO. QUE APELIDO ERA ESSE?


5.      POR QUE O CARLOS ALBERTO ERA ENJOADO?

6.      CITE O NOME DE TRÊS BRINQUEDOS QUE CALOCA TINHA:


7.      POR QUE CALOCA NÃO TINHA AMIGOS?

8.      POR QUE FUTEBOL O CALOCA TINHA QUE JOGAR COM O GRUPO?

9.      O TIME ESTAVA FORMADO, PORQUE TINHAM MUITOS AMIGOS. MAS FALTAVA UMA COISA. O QUE O TIME NÃO TINHA?

10.  TODA VEZ QUE IAM JOGAR COM O CALOCA ACONTECIA A MESMA COISA. O QUE O CALOCA DIZIA ASSIM QUE O JUIZ MARCAVA UMA FALTA?

11.  O TIME PRECISAVA TREINAR PARA O CAMPEONATO DO BAIRRO. E PIOR: USANDO A BOLA DO CALOCA! MAS O QUE O CALOCA FAZIA ASSIM QUE NÃO FAZIAM ALGUMA DE SUAS VONTADES?

12.  QUEM ERA CATAPIMBA E O QUE ELE RESOLVEU FAZER?

13.  QUAL ERA O MOTIVO DA REUNIÃO?

14.  E O QUE OS MENINOS DECIDIRAM FAZER PARA MELHORAR O PROBLEMA COM O CARLOS ALBERTO?

15.  ENTÃO, COMO OS MENINOS RESOLVERAM IGNORAR O CARLOS ALBERTO, ELE FOI PARA OUTRO TIME. COMO SE CHAMAVA ESSE TIME?

16.  MAS, NA PRIMEIRA VEZ QUE CARLOS ALBERTO DECIDIU CARREGAR A BOLA NO MEIO DO JOGO, COMO SEMPRE FAZIA, SE DEU MUITO MAL... EXPLIQUE O QUE ACONTECEU!

17.  ENTÃO, O CARLOS ALBERTO DECIDIU UMA COISA. ELE PASSOU A JOGAR COMO?

18.  MAS ISSO DUROU QUANTOS DIAS?

19.  ENTÃO, CARLOS ALBERTO VOLTOU E NOVAMENTE OFERECEU A BOLA EMPRESTADA, SE DEIXASSEM JOGAR.  MAS DESTA VEZ, OS MENINOS FIZERAM UMA PROPOSTA. QUAL FOI?

20.  É CLARO QUE ELE, DE INÍCIO, NÃO ACEITOU A PROPOSTA.  MAS DEPOIS, ELE FOI CANSANDO DE FICAR SEMPRE SOZINHO... ENTÃO, NA SEGUNDA, ELE LEVOU O ___________ PARA VER OS ________________ DA CASA DELE. NA TERÇA,  CHAMOU PRA BRINCAR DE __________________.

21.  NA QUARTA-FEIRA, CARLOS ALBERTO APARECEU NO TREINO E DISSE ALGO AO TIME. O QUE FOI?

22.  ENTÃO, COMO CARLOS ALBERTO TINHA APRENDIDO A LIÇÃO, O TIME DOS MENINOS VENCEU OU PERDEU? COMO SE CHAMAVA O TIME?

23.  ENTÃO, CARLOS ALBERTO PASSOU A TER AMIGOS, PORQUE APRENDEU QUE PRECISAVA RESPEITAR SEUS COLEGAS E NÃO APENAS QUERER QUE FIZESSEM TODAS AS SUAS VONTADES, ELE APRENDEU A TRABALHAR EM EQUIPE. E VOCÊ, GOSTA DE TRABALHAR EM EQUIPE, SABE TRABALHAR E JOGAR EM GRUPO? ESCREVA PONTOS NEGATIVOS E POSITIVOS DE ALGUM TRABALHO OU JOGO REALIZADO EM GRUPO:

24.   ESCREVA O DIÁRIO DE CALOCA, E DIGA COMO ELE SE SENTIA DURANTE TODA A HISTÓRIA, DESDE QUE GANHOU A BOLA ATÉ O DIA EM QUE DEU A BOLA AO TIME:

25.  E VOCÊ, GOSTA DE DAR PRESENTES, DE AJUDAR, DE TER AMIGOS? JÁ DEU ALGUM PRESENTE AOS SEUS AMIGOS?

26.  VOCÊ TEM MUITOS AMIGOS? ESCOLHA UM AMIGO DE SUA CLASSE E ESCREVA UM BILHETE PARA ELE.

27.  ESCREVA O NOME DE PELO MENOS CINCO AMIGOS QUE CONSIDERA MUITO CHEGADO.

28.  VOCÊ PARTICIPA DE ALGUM TIME OU JOGO? PODE SER DE FUTEBOL OU OUTRO ESPORTE, EXPLIQUE SUA PARTICIPAÇÃO E COMO VOCÊ SE COMPORTA DURANTE OS JOGOS E TREINOS. SE VOCÊ NÃO PARTICIPA, ESCREVA SE GOSTARIA DE PARTICIPAR E COMO VOCÊ SE COMPORTARIA:

FONTE: http://tialenise.blogspot.com.br/2010/07/trabalhando-o-texto-o-dono-da-bola-de.html
  

"O DONO DA BOLA" - de Ruth Rocha.

 "O DONO DA BOLA" - de Ruth Rocha.

                                  Para entender a história...


Essa história fala sobre um menino que se chamava Carlos Alberto conhecido como Caloca, que tinha dificuldades em ter amigos. Ele era considerado, na sua rua, como o menino com melhor condição financeira, ele era também muito egoísta, não deixava ninguém brincar com seus brinquedos.
De vez em quando havia um grupo de amigos que jogava futebol com uma bola improvisada de meia, pois não tinham condições de adquirir uma bola de couro igual a de Caloca. Porém, Carlos Alberto não cedia a bola, a não ser quando ele estivesse participando da brincadeira, e exigia que fosse da sua maneira.Até que, depois de muita confusão, devido suas chantagens e exigências, ele teve que sair da equipoe. E mesmo procurando outros times para se inserir, a busca foi inválida, pois ninguém o aceitava por não ter um espírito esportivo. Depois de muitas rejeições, e isolamento Carlos Alberto voltou a procurar o time da sua rua, e teve que se redimir e aceitar as exigências do grupo, que exigiu que a bola fosse doada para eles: ele não poderia levá-la embora. Não tendo opção, Caloca aceitou. Iniciaram os treinos para o campeonato, e venceram. Assim, Caloca permaneceu no time da rua.

Algumas Reflexões...


O texto "O dono da bola", publicada em 1967  livro Marcelo, marmelo, martelo e outras histórias, de Ruth Rocha,em uma perspectiva crítica, busca em seu contexto relatar as questões sociais e políticas da época em que foi escrito, e a diferença entre a classe média e baixa, despertando o leitor para refletir sobre o que se passa na sociedade, como se percebe no decorrer da narração, e quando a autora detalha as características requintadas dos brinquedos de Caloca.

“Caloca morava na casa mais bonita da nossa rua. Os brinquedos que Caloca tinha, vocês não podem imaginar! Até um trem elétrico ele ganhou do avô. E tinha bicicleta, com farol e buzina, e tinha tenda de índio, carrinhos de todos os tamanhos e uma bola de futebol, de verdade.”



Ruth deixa claro que o menino possuía mais recursos financeiros em comparação aos demais do bairro, possuía os melhores brinquedos, tinha uma linda bola de couro. Para deixar mais clara essa perspectiva social, a narrativa, no sexto parágrafo, acentua essa desigualdade entre os personagem que morava na mesma rua. Os supostos amigos estão à mercê das chantagens de Caloca, por não terem condições financeiras de adquirir uma bola de verdade, de couro, e só possuírem uma pequena bola de meia.

“O nosso time estava cheio de amigos. O que nós não tínhamos era bola de futebol. Só bola de meia, mas não é a mesma coisa.”... “Bom mesmo é bola de couro, como a do Caloca.”

Conforme Heck (2010), “A autora utiliza em suas obras uma retórica de cunho crítico, no qual esses frutos se constituem de um protesto contra as injustiças sociais resultantes do sistema político, da época”. Ainda de acordo com Heck, as diferenças sociopolíticas que nossa sociedade enfrenta são temas eminentes em suas obras, como se percebe de uma forma mais delicada, quando a autora coloca o personagem Caloca de classe média, sendo o dono da bola de couro, e os colegas de classe baixa, possuindo a bola de meia. E continua ainda mais, quando deixa claro que o personagem Caloca é quem decide, dita regras, e faz com que os demais garotos se sujeitam as suas vontades, opiniões, por perceberem que não podem competir com igualdade.

“Carlos Alberto pulou, vermelhinho de raiva: – A bola é minha, eu carrego quantas vezes eu quiser!”

Por fim, a autora coloca nos últimos parágrafos da história, que seria bem mais positivo, se o rei começasse a reinar com igualdade de pensamento, com sutileza e democracia, desse modo ela coloca o personagem Caloca se redimindo de sua postura dominante, e se transformando em um personagem mais humilde.

“No domingo, ele convidou o Xereta para brincar com o trem elétrico. Na segunda, levou o Beto para ver os peixes na casa dele. Na terça, me chamou para brincar de índio.  E, na quarta, mais ou menos no meio do treino, lá veio ele com a bola debaixo do braço. – Oi, turma, que tal jogar com uma bola de verdade?”... “Mas eu quero dar a bola ao time. De verdade!”


A autora, como narradora da história, solicita, no final do texto, a interferência do leitor, lhe sugerindo que faça de conta que Caloca tinha um diário e, por conseguinte,  escreva o diário de Caloca, e contando como ele se sentia desde quando ganhou a bola até quando deu ao time, chegando para problemática de quais seriam as reais ideias que levaram o personagem Caloca ser daquela forma, egoísta. 

Dessa forma, ela leva o leitor a outro lado da história, uma reflexão de meio social e mundo interior, da mesma maneira em que recria no universo infantil a problemática social, tão conturbada naquele período histórico,  abordando até mesmo questões étnicas, sobre a pluralidade de raças, por meio das ilustrações.

Embora a autora, em uma de suas entrevistas tenha deixado claro que distingue as coisas de crianças e as coisas de adultos, e que problema de adulto não é problema de adulto, na mesma entrevista ela diz escrever aquilo que sente, dessa forma, seria impossível não transmitir para sua escrita a realidade em que vive. Assim, mesmo que involuntariamente, ao recriar os problemas sociais em suas obras infantis e juvenis, ela proporciona ao leitor reflexões críticas acerca da meio social em que está inserido, ao mesmo tempo em que, ao fazer a criança de identificar com a narrativa, no sentido das “dificuldades de crianças” – que seriam as disputas por jogos, desejos por determinados brinquedos, conflitos de amizade, etc. - a autora auxilia seu leitor a lidar com essas dificuldades, observando os acontecimentos por perspectivas diferentes – no caso, as perspectivas da narrativa, do personagem (por meio do diário) e do próprio leitor. Assim, ressaltamos a afirmação de Cadermatori (1994):

“[...] a literatura infantil se configura não só como instrumento de formação conceitual, mas também de emancipação da manipulação da sociedade. Se a dependência infantil e a ausência de um padrão inato de comportamento são questões que se interpenetram, configurando a posição da criança na relação com o adulto, a literatura surge como um meio de superação da dependência e da carência por possibilitar a reformulação de conceitos e a autonomia do pensamento.”


Assim, a literatura infantil ultrapassa a simples perspectiva de “servir para criar o hábito de ler”, e atinge aspectos mais amplos, como interventora na produção do conhecimento e de um olhar mais crítico por parte da criança para o mundo à sua volta.
Sugerimos a leitura da história na íntegra..
BIBLIOGRAFIA

HECK, Diana Milena; Nath-Braga, Margarete A. (Orientadora); Ruth Rocha: Um viés crítico de escritura - artigo publicado 08/10/2010- Cascavel-Pr, UNIOESTE. Disponível em:

CADEMARTORI, L. O que é literatura infantil?  6.ed.  São Paulo : Brasiliense, 1994. IN BASSO; C.M. a literatura infantil nos primeiros anos escolares e a pedagogia de projetos. Disponível em:http://coral.ufsm.br/lec/02_01/CintiaLC6.htm

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